Com as reformas realizadas, o alto-forno 3 elevou sobremaneira a produção da Usiminas
O terceiro trimestre deste ano foi de boas notícias para Usiminas. A empresa, que além da siderugia, conta hoje com várias unidades de negócios em Minas e em outras regiões do país, registrou recuperação em seus principais indicadores financeiros, por conta do melhor resultado operacional e financeiro, registrado principalmente na unidade de siderurgia, além do aumento no volume de vendas no mercado interno.
Segundo as informações divulgadas nesta sexta-feira, 25, ao mercado interno, a companhia teve no período de julho a setembro um lucro líquido de R$ 185 milhões, recuperando o prejuízo de R$ 100 milhões contabilizado entre abril e junho. Já o Ebitda (sigla em inglês para a expressão "Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização") ajustado ficou em R$ 426 milhões (R$ 247 milhões no período anterior), e a margem está em 6%, ante 4% registrados de abril a junho deste ano.
Nesta situação, o lucro é computado após serem retiradas outras despesas e receitas que não fazem parte do dia a dia da empresa, como custos extraordinários (reformas, reestruturações), ganhos ou perdas com ativos que não estão relacionados com as operações principais, entre outros.
Para o argentino Marcelo Chara, presidente da empresa, a recuperação dos resultados confirma as expectativas sinalizadas anteriormente, com avanço na eficiência operacional e na melhoria contínua. "O alto-forno 3 atingiu o maior volume de produção desde 2010. Atualmente, produzimos mais aço bruto com dois altos-fornos do que o que produzíamos com três". Chara ressaltou ainda que é preciso seguir neste caminho, fruto de toda a transformação que a Usiminas passou nos últimos tempos, com focos nas rotinas de gestão, segurança e indicadores relacionados à melhoria contínua. "Damos um importante sinal, interna e externamente, com os resultados do terceiro trimestre, da nossa competitividade e da qualificação das nossas equipes", comentou.
Marcelo Chara ressaltou que o bom resultado está relacionado ao foco nas rotinas de gestão, segurança e indicadores relacionados à melhoria contínua
No setor de siderurgia, o Ebitda ajustado alcançou R$ 378 milhões, impulsionado pelo crescimento de 8% nas vendas e de 10% no mercado interno, totalizando 1,1 milhão de toneladas. A produção de aço bruto aumentou para 873 mil toneladas e de laminados para 1,2 milhão. Na mineração, as vendas de minério subiram 14%, atingindo 2,3 milhões de toneladas, mas o Ebitda ajustado caiu para R$ 44 milhões devido à baixa nos preços, apesar da receita líquida de R$ 767 milhões.
