O tão almejado campus de uma universidade federal no Vale do Aço volta a figurar nos discursos políticos, reacendendo uma esperança que se arrasta há décadas. Após anos de negociações inconclusivas, a deputada federal Rosangela Reis (PL-MG) anunciou nesta segunda-feira, 17, ter articulado uma agenda que, segundo ela, resultará na "confirmação" da instalação do campus da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto).

Durante a reunião, que envolveu várias autoridades, o reitor Luciano Campos "confirmou" a instalação do campus e destacou os benefícios que a universidade traria para a região. Tanto a Prefeitura quanto os vereadores prometeram a extensão do prazo para o início das obras em mais dois anos. Em contrapartida, a deputada garantiu a inclusão de R$ 50 milhões no orçamento da União. Do montante, R$ 40 milhões seriam destinados à construção e R$ 10 milhões à estruturação. Um dos cursos já "aprovados" para o novo campus é o de medicina, com 90 vagas anuais. Além disso, estão em estudo a implantação de áreas afins, como Ciências Humanas e Saúde.

O projeto executivo deve ser licitado em 2025, com previsão de início das obras em 2026. A história dessa promessa (excluindo as anteriores dos anos 90 e 2000) remonta a 2013, quando a prefeitura de Ipatinga doou um terreno para a construção do campus. No entanto, o tempo passou e a promessa se esvaiu, levando a UFOP a desistir do espaço. Foi então que, em 2023, a parlamentar assumiu a missão de resgatar o projeto, em um esforço que, segundo ela, foi "árduo".

A "confirmação" do campus da UFOP em Ipatinga é apresentada como um marco histórico para a educação e o desenvolvimento regional, resultado de um "trabalho conjunto" entre a deputada Rosangela Reis, a UFOP, o governo municipal e os demais envolvidos.

No entanto, a história recente nos ensina a ter cautela com promessas de políticos. A população do Vale do Aço aguarda ansiosamente, há décadas, que o "se" condicional se transforme em realidade e que esse campus finalmente saia do papel.