
O primeiro LIRAa (Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti) de 2026, em Ipatinga, apontou um índice de infestação predial de 6,2% na área urbana, considerado alto pelas autoridades sanitárias. Os dados foram coletados entre 5 e 9 e divulgados nesta segunda-feira,12. Apesar de elevado, o índice ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o percentual chegou a 7,4%.
O levantamento também identificou 0,2% de infestação por Aedes albopictus, confirmando que o Aedes aegypti segue como principal transmissor de dengue, zika e chikungunya no município. Ao todo, foram vistoriados 4,9 mil imóveis, número superior à meta inicial, com atuação de 113 servidores, sendo 102 agentes, distribuídos por toda a área urbana.
Entre os bairros com maiores índices estão Bom Jardim, Ferroviários, Horto, Industrial e Usipa, todos com 10,9% de infestação. Isso que dizer que a cada 100 casas visitadas, em 11 foram encontrados focos. O levantamento mostrou ainda que os principais criadouros estão dentro das residências, especialmente vasos, frascos, pratos e bebedouros, que concentraram quase metade dos focos encontrados. Segundo a gerente do Departamento de Zoonoses, Vanessa Andrade, os dados permitem direcionar ações de controle "priorizando áreas com maior risco".
Com base nos resultados, a Secretaria de Saúde informou que serão intensificadas visitas domiciliares, ações de bloqueio, mutirões de limpeza e orientações nos bairros mais afetados. A população pode colaborar eliminando recipientes que acumulam água e denunciando focos do mosquito pelos canais de atendimento do município, como o aplicativo Fala Ipatinga e o telefone 156.

