Fotos: Sebastião Jacinto Júnior/Fiemg

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, confirmou nesta quarta-feira, 1 de abril, que deixará a presidência da entidade para disputar um cargo nas eleições de 6 de outubro. Roscoe, que dirige a entidade desde 2018, fez o anúncio durante entrevista coletiva, onde apresentou um balanço de sua gestão, que começou em 2018.

No período, de acordo com os dados apresentados o Sistema Fiemg investiu R$ 1,368 bilhão em infraestrutura, tecnologia e educação, ampliando sua presença para 89 unidades em todo o estado. A atuação da entidade, frisou Roscoe, "contribuiu para a geração de um impacto econômico estimado em R$ 2,1 trilhões, resultado da atração de investimentos e da redução de custos para a população." Ele salientou ainda que, através de parcerias com o governo do estado, foram atraídos R$ 22,6 bilhões em investimentos, reforçando a geração de empregos e o desenvolvimento econômico regional.

A área de educação registrou forte expansão, com o número de matrículas na rede Sesi saltando de 25,5 mil em 2017 para 42,4 mil no último ano, além da oferta de mais de 510 mil matrículas gratuitas no período. A qualidade do ensino também se destacou, com alto desempenho no Enem e reconhecimento nacional. Na formação profissional, o Senai alcançou 250,8 mil alunos em 2025, crescimento de 152%, impulsionado pela ampliação de cursos técnicos, qualificação e ensino a distância.

Na área de bem-estar, saúde e segurança do trabalho, foram realizados mais de 1,1 milhão de atendimentos em 2025, ampliando o acesso dos trabalhadores a serviços essenciais. Já no campo da inovação, a receita com serviços tecnológicos cresceu significativamente, passando de R$ 28 milhões em 2019 para R$ 110,5 milhões em 2025. Ao todo, mais de R$ 200 milhões foram investidos em projetos estratégicos, com foco em pesquisa, desenvolvimento e descarbonização.

A atuação institucional também avançou, com mais de 39 mil atendimentos a indústrias e sindicatos e o acompanhamento de mais de 12 mil projetos de lei, alcançando 22% de êxito nas pautas prioritárias. Roscoe ressaltou ainda que a base associativa da entidade praticamente dobrou, ultrapassando 8 mil membros, junto a uma reestruturação sindical que ampliou a representatividade. "Nossa gestão reforça o papel da indústria no desenvolvimento econômico e social, deixando como legado uma Fiemg mais estruturada, inovadora e preparada para impulsionar o crescimento sustentável em Minas Gerais", frisou.

Roscoe deixa o cargo nesta sexta-feira, 3 e apesar de já ter o partido definido - PL -, não cravou qual cargo disputará. Segundo ele mesmo disse, seu nome está à disposição para o pleito e apenas duas coisas podem ser consideradas definidas: não se candidatará à presidência da República e não deve apoiar candidatos ligados à esquerda.