
O diretor do Hospital Jaques Gonçalves Pereira, em Belo Oriente, Heleno do Hospital, criticou a administração municipal de Ipatinga por permitir que a crise na saúde chegasse ao ponto de uma possível paralisação dos médicos da rede pública. Em pronunciamento divulgado nesta quarta-feira, 22, ele afirmou que a gestão falhou na condução da situação, defendeu os profissionais que reivindicam os pagamentos em atraso e destacou que, no hospital que dirige, os médicos recebem os salários rigorosamente em dia.
Durante a manifestação, Heleno classificou como "um absurdo" a possibilidade de greve e responsabilizou a administração municipal por não evitar o agravamento da crise.
Segundo ele, a situação demonstra falhas na gestão e não deveria ter chegado ao ponto de comprometer a continuidade dos atendimentos em razão da falta de pagamento aos profissionais.
Heleno também fez questão de diferenciar a realidade do Hospital Jaques Gonçalves Pereira da enfrentada pelos médicos vinculados ao município de Ipatinga. De acordo com ele, todos os profissionais da unidade hospitalar recebem seus pagamentos de forma regular.
"O médico aqui está rigorosamente em dia. Não nos misturem com o que está acontecendo em Ipatinga. A gente trabalha com serenidade, com seriedade e com compromisso", afirmou.
O diretor declarou ainda respeito a todos os servidores da unidade e manifestou apoio aos médicos que reivindicam a regularização dos pagamentos. Para ele, não é aceitável que profissionais continuem trabalhando sem receber pelos serviços prestados.
"Não se pode aceitar trabalhar e não receber. Estamos juntos. Contem comigo", declarou Heleno durante o pronunciamento.
